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sábado, 20 de março de 2010

TCU programa novas ações

O ministro Ubiratan Aguiar defende a criação de um cadastro dos maus gestores para dificultar candidaturas.

O Tribunal de Contas da União (TCU) e a Receita Federal, este ano, vão atuar em conjunto com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na fiscalização de todo o processo de financiamento das campanhas eleitorais. A informação é do presidente do TCU, Ubiratan Aguiar, ao destacar que a iniciativa foi do presidente do TSE, ministro Ayres Britto.
O presidente do TCU defende a realização de um cadastro dos maus gestores para evitar a possibilidade de os candidatos chamados "ficha suja" poderem participar da disputa eleitoral. Ele faz questão de lembrar que o Serasa é um cadastro de maus pagadores. E, se você deve você não consegue operar no comércio porque você está com o seu crédito bloqueado nas demais lojas. Então, "por que se você é mau gestor, é punido, é apenado e vai exercer outras funções? Nós temos que ter um cadastro dos maus gestores para inibir essa prática constante, esse rodízio que há de maus gestores, ocupando cargos públicos".

Fonte: Diário do Nordeste

segunda-feira, 15 de março de 2010

CARLOS ALBERTO MONTANER A decepção internacional com Lula

O ESTADO DE SÃO PAULO

Para Luiz Inácio Lula da Silva, os presos políticos cubanos são delinquentes como os piores criminosos encarcerados nas prisões do Brasil. Lula adotou, cruelmente, o ponto de vista de seu amigo Fidel Castro. Para ele, pedir eleições democráticas, emprestar livros proibidos e escrever em jornais estrangeiros - os "delitos" cometidos pelos 75 dissidentes presos em 2003, condenados a até 28 anos - equivale a matar, roubar ou sequestrar. Para Lula, Oscar Elías Biscet, um médico negro sentenciado a 25 anos por defender os direitos humanos e se opor ao aborto, é apenas um criminoso empedernido. Dentro de seu curioso código moral, é compreensível a morte do preso político Orlando Zapata ou a possível morte de Guillermo Fariñas, em greve de fome para pedir a libertação de 26 presos políticos doentes.

Os democratas cubanos não são os únicos decepcionados com o brasileiro. Na última etapa de seu governo, Lula está demolindo a boa imagem que desfrutou no começo. Recordo, há cerca de três anos, uma conversa que tive no Panamá com Jeb Bush, ex-governador da Flórida. Ele me disse que seu irmão George, então presidente dos EUA, tinha uma relação magnífica com Lula e estava convencido de que ele era um aliado leal. Isso me pareceu uma ingenuidade, mas não comentei a questão.

Alguns dias atrás, um ex-embaixador americano, que prefere o anonimato, me disse exatamente o contrário: "Todos nos equivocamos com Lula. Ele é um inimigo contumaz do Ocidente e, muito especialmente, dos EUA, embora trate de dissimulá-lo". E, em seguida, com certa indignação, criticou a cumplicidade do Brasil com o Irã no tema das sanções pelo desenvolvimento de armas nucleares, o apoio permanente a Hugo Chávez e a irresponsabilidade com que manejou a crise de Honduras ao conceder asilo a Manuel Zelaya na embaixada em Tegucigalpa, violando as regras da diplomacia internacional.

Na realidade, o comportamento de Lula não é surpreendente. Em 1990, quando o Muro de Berlim foi derrubado, o líder do Partido dos Trabalhadores apressou-se em criar o Fórum de São Paulo com Fidel Castro para coordenar a colaboração entre as forças violentas e antidemocráticas da América Latina. Ali estavam as guerrilhas das Farc e do ELN na Colômbia, partidos comunistas de outros tantos países, a FSLN da Nicarágua e o FMLN de El Salvador. Enquanto o mundo livre celebrava o desaparecimento da União Soviética e das ditaduras comunistas no Leste Europeu, Lula e Fidel recolhiam os escombros do marxismo violento para tratar de manter vigente o discurso político que conduziu a esse pesadelo, e estabeleciam uma cooperação internacional que substituísse a desvanecida liderança soviética na região.

No Brasil, sujeito a uma realidade política que não pôde modificar, Lula comporta-se como um democrata moderno e não se afastou substancialmente das diretrizes econômicas traçadas por Fernando Henrique Cardoso, mas no terreno internacional, onde afloram suas verdadeiras inclinações, sua conduta é a de um revolucionário terceiro-mundista dos anos 60.De onde vem essa militância radical? A hipótese de um presidente latino-americano que o conhece bem, também decepcionado, aponta para sua ignorância: "Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar a atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicaram a realidade como um combate entre bons e maus." Sua frase final, dita com tristeza, foi lapidar: "Parecia que Lula, com sua simpatia e pelo bom momento que seu país atravessa, converteria o Brasil na grande potência latino-americana. Falso. Ele destruiu essa possibilidade ao se alinhar com os Castro, Chávez e Ahmadinejad. Nenhum país sério confia mais no Brasil". Muito lamentável
Carlos Alberto Montaner é escritor cubano

sábado, 13 de março de 2010

Democracia Participativa

Resumo por: Zózimo R. Lisbôa
Temos profunda convicção de que a salvação do País, desse quadro caótico em que se acha, irá depender fundamentalmente da consolidação e aperfeiçoamento da vigorosa consciência cívica de uma cidadania responsável. É preciso aproveitar, ao máximo, todos os instrumentos, todas as possibilidades que foram abertas pela Constituição de 1988, não as deixando como letra morta, para serem eliminadas na próxima emenda constitucional. Ou o cidadão brasileiro, além do necessário, definitivo e implacável julgamento pelas urnas, efetivamente toma a si, para cada um, com coragem e determinação, a tarefa de fiscalizar, controlar, colaborar, criticar, participar na gestão da coisa pública, ou este País verdadeiramente não terá salvação.
Pois, ante o atual quadro desalentador e frustrante da realidade brasileira, que acarreta a falta de credibilidade das autoridades públicas em todos os escalões; ante a impunidade institucionalizada com que todos acabam se acomodando, mesmo quando, graças à liberdade de imprensa que é o apanágio da democracia, sérios escândalos vêm à tona; ante esse sistema de contumaz violação da norma fundamental do País pelos seus próprios guardiões, há o sério perigo, - para o qual adverte o jurista AGUSTIN GORDILLO, - de que, ante essa "Administração Paralela", a sociedade não sinta,perante as instituições, o devido respeito e acatamento, que são as próprias bases do funcionamento da ordem jurídica. Daí pode resultar, então, que todo o sistema normativo perca prestígio e consenso perante o cidadão comum, e que, por sua vez, surja uma genérica atitude de falta de suficiente respeito ao próprio direito, com imprevisíveis conseqüências.
De várias maneiras, por diversos meios de ação, informais, formais, judiciais, não judiciais, junto a cada um dos Poderes da República, a Constituição prevê e assegura o controle participativo da gestão pública pelos cidadãos.
Podemos apontar na Carta Magna vários exemplos:
- Participação da comunidade nas ações de seguridade social (art. 194,VII – CF};
- Participação dos trabalhadores e empregadores nos órgãos colegiados dos órgãos públicos, para defesa de interesses profissionais ou previdenciários (art. 10 – CF);
- Colaboração de associações representativas da coletividade no planejamento municipal ( art. 29, XIII – CF);
- Colocação das contas dos municípios à disposição dos cidadãos, que
poderão questionar-lhes a legitimidade (art. 31, § 3o- CF)
- participação dos usuários dos serviços públicos na administração direta e indireta –(art. 37, §3o– CF};
- Realização de audiências públicas das comissões do Legislativo com entidades da sociedade civil ( art. 58, II – CF);
- Participação da comunidade, na gestão administrativa das ações de seguridade social ( art. 194, parágrafo único, inciso VII);
- Participação da comunidade nas ações e serviços públicos de saúde (art. 198, III – CF);
- Colaboração da sociedade na promoção e incentivo da educação, direito e dever de todos ( art. 205- CF);
- Colaboração da comunidade com o poder público, para a proteção do patrimônio cultural brasileiro (art. 216, § 1o- CF);
- Exercício, pela coletividade, do dever de preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações ( art. 225 – CF);
- Participação das entidades não governamentais nos programas de assistência integral à saúde das crianças e adolescentes (art. 227, §1o- CF);
- Participação popular, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e controle das ações de assistência social, em todos os níveis (art. 204), bem como em defesa da criança e do adolescente (art. 227, § 7o-CF);
E, com isso, o que a Constituição quer, o que a Constituição impõe, é, exatamente, que a sociedade civil organizada, no exercício da cidadania responsável, seja convocada a "fuçar as políticas públicas do País", em seus aspectos mais essenciais. Quando mais não seja, para reclamar e fiscalizar o efetivo cumprimento dos programas anunciados em plataformas eleitorais.

REFLITA SOBRE ISTO E SEJA MAIS PARTICIPARIVO!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pe.Paulo Ricardo PNHDH3

Caros amigos vejam a coragem e a lucidez desse padre em sua homilia dizendo, abertamente, com todas as letras e sem medo, o que políticos e autoridades deveriam dizer, mas se omitem, covarde e vergonhosamente. Por favor, difundam para o bem do país e das suas famílias.
Assistam os três Videos

sexta-feira, 5 de março de 2010

RIO SOFRE NOVA DERROTA

Ontem, o Estado do Rio sofreu nova derrota no plenário da Câmara. Foram rejeitados os dois destaques do PSDB e do DEM ao substitutivo aprovado na terça-feira que buscavam restabelecer o direito do estado aos recursos do pré-sal relativos à chamada Participação Especial. Com isso, o Rio deixa de receber cerca de R$ 22,9 bilhões gerados pela exploração do petróleo. Ao perder a fatia, o estado ficará com apenas um terço do total que sempre recebeu historicamente (confira no gráfico ao lado). Se o presidente Lula sancionar as propostas aprovadas com prejuízo ao Rio, a bancada fluminense, junto com o governo estadual, pretende recorrer à Justiça, alegando inconstitucionalidade e violação ao ato jurídico perfeito, pois existem contratos já assinados.
BR-101 será fechada hoje
Como parte dos protestos contra perda de royalties do petróleo do Rio, a rodovia BR-101 será fechada hoje. Municípios do Norte Fluminense e da Região dos Lagos vão parar as atividades às 11h e às 16h contra a emenda Ibsen Pinheiro, que tira R$ 23 bilhões do estado. Na próxima segunda-feira, o governador Sérgio Cabral pretende conversar com o presidente Lula sobre o tema. No dia 10, Cabral e os prefeitos das regiões prejudicadas vão se reunir com o presidente do STF, Gilmar Mendes.



Foto: Arte O Dia

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Realidade e Imaginação

Por Arlindo Montenegro
Existe uma diferença abissal entre imaginar uma sociedade e conviver, participar de uma sociedade. Há uma diferença abissal entre ideologia e utopia. Entendo que os ideólogos do coletivismo trabalham por destruir, desprezar todo um aprendizado cultural. Enquanto os que seguem utopias entendem que são inatingíveis em sua totalidade, que se renovam naturalmente em novos objetivos, que passam a ser trabalhados, de meta em meta.

Mesmo os cientistas, que brincam de Deus, sabem que a utopia conduz à prática de questões e investigação, para compreender a intimidade da matéria ad infinitum. Trabalham para superar as dificuldades da vida, com objetivos diversos nos vários campos do conhecimento, compreendem que passam o bastão de geração em geração e que a utopia está na visão e domínio da totalidade.
E como os campos do conhecimento se tocam e se complementam em ciências exatas e humanas, eles observam os parâmetros da lei e sabem que lhes está vedado, por exemplo, matar. Sabem que na pesquisa e no laboratório, são livres, sem limites.

Mas no convívio e nas relações com a sociedade, os limites existem. Alguns traduzem a totalidade transcende os sentidos, mas tem íntima relação com os mistérios da eternidade. Aqui percebem a presença de Deus, que muitos querem ver para crer, como São Tomé e na dúvida, calam.

Outros apenas foram educados como incréus e se tornam militantes materialistas, alinhados com os poderosos que se sentem superiores como deuses. Assim trabalham para controlar, destruir e submeter todos os povos.

Totalitários coletivistas contra democratas que respeitam e percebem na força individual, o sopro de Deus, cuja veneração pressupõe o respeito aos outros, um respeito que limita positivamente. Um respeito que comemora a vida e impede o desprezo às outras criaturas.

Existem leis escritas, contratos de diversa natureza entre integrantes de um mesmo grupo que limitam excessos prejudiciais garantindo a ordem pública, circunscrevendo as expectativas individuais, disciplinando os movimentos e propiciando os debates, polêmicas, arbitrados por juízes.

Na família os pais e mães são juizes dos filhos, uma investidura natural. Mas as leis não escritas estão presentes em toda a história do homem na terra. São leis naturais, inscritas como alicerce de todos os tratados de sociedades democráticas.

Uma das principais é o princípio de igualdade da todos diante da Lei. Do mesmo modo como todos se reconhecem iguais perante as Leis Divinas, as Leis Naturais. No Brasil vivemos um desmonte das leis naturais e da estrutura jurídica, que em nossa cultura, apontava para a construção de um estado democrático de direito.

O grupo no poder chegou dizendo mais ou menos assim: "ta tudo errado, tem que ser do nosso jeito". Um jeito descartado por dezenas de nações, que sofreram com a supressão da liberdade individual, que sofreram com a imposição totalitária de governantes marxistas. Um jeito fortemente implantado nas mentes, por estruturas elaboradas por incréus e satanistas, todos coletivistas.

O que conduz ao estado democrático de direito é a educação, desde o berço. É a estrutura familiar presente e a consciência de uma missão de vida. Se ligada à fé no transcendente, tanto melhor. Até agnósticos e inocentes úteis da guerra marxista imaginam e têm presente, que o bem comum se pode realizar apenas nos marcos de um estado democrático de direito.

Mas todos sentem que há um abismo, uma diferença imensa entre falar sobre o estado democrático de direito e praticar de verdade, fazer alguma coisa para torná-lo efetivo, regra pétrea para as relações confiáveis entre os membros de uma nação.

Mais ainda, quando temos toda a sociedade confusa, a educação desmantelada, as instituições anarquizadas e uma máquina de propaganda que se apossou de cada instituição, nega e distorce a informação e domina a mídia, salvo raríssimas exceções

Fonte: Alerta Total – www.alertatotal.net
Arlindo Montenegro é Apicultor
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

'Democracia é alternância no poder'

Este artigo foi escrito pelo leitor do Globo.
Euripedes Barbosa Ribeiro

Meu caro leitor e eleitor, não se iluda com números manipulados e falsos profetas. Democracia é alternância de poder. A chave do cofre sempre nas mãos dos mesmos dá-lhes a impressão de que são os donos dela. Use o seu voto e mude o Brasil. Não ao populismo! Não ao assistencialismo! Não ao personalismo! Não aos "ismos" que querem o retrocesso na América Latina, onde um maluco faz escola e um deslumbrado bate palmas! O Estado somos nós, o povo, não o PT e seus milhares de integrantes espalhados pela Administração Pública.
Por que voces acham que a Dilma está subindo nas pesquisas? Porque só ela está em campanha! E há muito não bate ponto em seu gabinete, correndo mundo e subindo em palanques à tiracolo do Lula. O TSE, que deveria fiscalizar esse absurdo, finge que não vê. A conta, sabe quem está pagando? Você! Que também paga o ócio de milhões de brasileiros que estão sendo trabalhados, via Bolsa Família, para votarem na continuidade do atraso. E manterem o emprego de milhares de sindicalistas incompetentes e corruptos!
Lembram da publicidade caríssima da Petrobras, propagando aos quatro cantos a nossa autosuficiência em petróleo? Pois é! Cadê o tal petróleo? A gasolina já ultrapassou a casa dos R$ 3 em muitos estados. E só não subiu mais porque é ano eleitoral e a CIDE foi reduzida, em mais uma manipulação contábil para enganar incautos. Assim como tem sido feito com o PIB, cujo cálculo tem sido alterado ao bel prazer dos petistas. Segundo a propaganda petista, já estávamos explorando o petróleo do pré-sal. Coisa nenhuma! Factóide, para vender peixe podre e inflar a popularidade do onipotente.
Vendemos ao mundo nosso Programa de Energia Alternativa, Biodiesel e Álcool, e estamos na iminência de importar o último, depois de já termos alterada, por falta do produto, a composição da mistura combustível que reduziu de 25% para 20% o teor de álcool na gasolina.
Se você gosta de fantasias e de achar que está no Primeiro Mundo apenas porque está melhor do que o Haiti, vote pela continuidade. Mas antes fique sabendo que a nossa dívida interna já é quase do tamanho do PIB; que a gastança palaciana aumenta num percentual 4 vezes maior que o percentual de aumento da arrecadação; que as análises tecnicas sobre superfaturamento de obras do PAC feitas pelo TCU, que descobriram um roubo de R$ 1,8 bilhões em 15 obras orçadas em R$ 7,6 bilhões, foram solenemente ignoradas por Lula e jogadas no lixo, com o aval dos governistas do Congresso; que o rombo da Previdência só aumenta; que o enxugamento da máquina feito pelos últimos governos de nada adiantou depois da contratação de cerca de 100.000 novos servidores pelo "Cara".
Isso sem falar no alinhamento ideológico com o que há de mais podre e anacrônico na política internacional, como Ahmadinejad, Fidel, Chávez, Zelaya (pivô do maior fiasco da diplomacia brasileira), Corrêa, Kadafi e outros tantos ditadores e aprendizes.
Por isso pense: você pode até se arrepender de ter mudado. Mas evite se arrepender por ter sido enganado. A conta desta farsa que estamos vivendo, desta bolha de fantasia feita de endividamento monstro e marketing, quem vai pagar é você, e eu, como sempre!

Fonte: O Globo Online